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Service Thinking – Do Xamã ao Pokemon Go07/08/2016
"No futuro, nos viveremos uma Industrial Experimental”.

Queria ter sido eu a ter feito esta previsão, mas estas palavras foram proferidas em 1971 pelo economista Alvin Toffler no livro Future Shock.

Segundo o mestre, nesta Industria experimental as pessoas gastarão um considerável total de recursos e tempo na aquisição de experiências.

A experiência do recebedor é justamente o núcleo dos serviços.

Um serviço pode ser simplesmente definido como o “benefício” gerado por um provedor a um ou mais recebedores. E este benefício é normalmente uma experiência.

Serviços não são coisas realmente novas e existem desde o tempo das cavernas, quando um xamã agia junto aos deuses para obter um benefício para um membro da tribo (a cura de uma doença ou geração de herdeiros, por exemplo) ou pelo sucesso nas caçadas.

O fato é que a primeira (foram pelo menos cinco revoluções industriais) Revolução Industrial, datada entre 1760 e 1840 mas com repercussões perceptíveis até os anos 60, colocava foco na lógica de Produto Dominante (Product Dominant Logic).Isto é a produção, distribuição, aquisição, manutenção e mais recentemente a eliminação de bens tangíveis, contáveis e estocáveis.

O bom era (notem que utilizei o pretérito) “possuir” e “ acumular”.

Atualmente já investimos recursos nossos todos os dias para produzir, distribuir e comprar Serviços. Vivemos a Lógica Serviço Dominante (Service Dominant Logic ou SD Logic).

Agora, o bom é “usufruir”. E os produtos são substituídos ou representados por serviços.

Atualmente, 76% do PIB Brasileiro é com gerado por serviços. Isto inclusive foi uma das principais causas do aumento de inflação que vivemos nos últimos meses. Como o preço dos serviços é mais sensível a “mais valia” e temperado pelo mercado, os provedores se viram pressionados pela economia em depressão e aumentaram seus valores.

Parece que o “futuro” de Alvin Toffler já chegou!

Se você tem dúvidas, trago uma experiência pessoal.

Neste domingo, o primeiro desde o lançamento do Pokemon Go, fui quase violentamente instado pela minha filha de 7 anos a organizar um safari de captura dos bichos virtuais nos principais parques e monumentos de Caxias do Sul. E lá fomos nós. Eis que, ao chegar na praça Dante Alighieri nos deparamos com uma multidão silenciosa de jovens as voltas do chafariz, todos de cabeça baixa e olhos focados no seu smartphone.

 Fiquei pensando... qual seria o resultado que esta gurizada estaria buscando?

 Apenas uma “experiência“.

E sua empresa? Está preparada para esta nova revolução?  
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Autor: Pier Riboni
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